terça-feira, 14 de outubro de 2008

A morte de uma lembrança


Antes de chegar em casa, passei por um local familiar...
Aquela rua escura, logo após a ponte, me lembrou alguém...
Aquela moça da face perfeita. Onde será que ela está?
Provavelmente muito longe, mas meu coração sem sentimentos abriu um espaço e a guardou.
Não consigo esquecer aquele momento.
Parado no local como se estivesse olhando pro nada, pessoas que por la passavam
ficavam me olhando, estranhando.
De repente meu sonho foi interrompido por gritos, e como se estivesse hipnotizado, acordei.
Mas não estava no local de antes, eu estava em um beco e minha roupa toda suja de sangue.
Não entendi aquela situação. Corri pra casa e troquei minha roupa e sai para saber de onde
vinha os gritos.
Vi uma movimentação, fui caminhando até lá. Parecia algo forte...Um assassinato.
Mas quem poderia ser? Nessa cidade pequena tanto a vítima quanto o assassino pode ser qualquer um.
Abri caminho no meio daquela multidão e fui caminhando para o rumo do corpo, ao ver quem estava ali, fiquei pasmo.
Paralisei, pois a vítima era um conhecido meu...Para ser mais direto, era um velho amigo.
No momento não tive uma reação direta, apenas fiquei olhando pra ele.
Quando ninguém esperava, ele deu um sinal de vida. Fiquei espantado, logo chamaram os médicos e o levaram para um hospital.
Após aquela cena, voltei para casa...Sentei naquela velha poltrona, tomei um wisky ao som de música clássica, o que me ajuda a pensar.
Queria entender por que 'ignorei' a morte de um amigo, como minha roupa ficou ensangüentada e de alguma forma, aquela moça invadiu minha estrada.

1 protestos:

Anônimo disse...

Fica muito mais irado imaginar a gente como parte do cenario rs