quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Assassino de uma dor.

Gotas de sangue espalhadas pelo chão...Rastros vermelhos colorem o branco da cerâmica fria.
Gritos incessantes perturbam o sono do silêncio e da curiosidade...O que estará acontecendo?
Risos sarcásticos, secos e com um tom medonho ajudam a compor um coral do terror.
O sentimento de prazer e alegria dão lugar a dor e ao desespero.
A morte vai abrindo caminho pelos arrepios do sofrimento, pelas lágrimas derramadas...E pelo Sorriso do Assassino.
Pouco a pouco o fio da vitalidade vai arrebentando...Pouco a pouco a vida sobe e a morte desce.
Chega para confortar a dor de alguém que outrora sofrera na lâmina de uma faca, nas torturas e na mente de alguém que vê em cada grito de dor uma alegria.
Alguém que a cada dia lava o branco de sua alma com sangue puro inocência, que usa lápides como troféis.
O seu pódio é ver mais um buraco aberto e uma alma à menos na terra.
Respiração lenta, a dor da espaço a 'anestesia natural do corpo'.
Não se ouve mais gritos, choros...Apenas um último suspiro e uma última lágrima que corre por um rosto com uma pele pálida e já fria.
Manchas de sangue ajudam a compor o cenário de um tribunal onde o réu só tem escolha entre o sofrimento e a morte.
Com as mãos vazias e um semblante desfalecido, uma alma deixa a terra.
Vai para um lugar onde o sofrimento não tem mais espaço.
Mas levará consigo pelo resto da eternidade o arrepio do sentimento de morte.

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