domingo, 22 de fevereiro de 2009

Eu, o corpo e o sangue.

Barulhos de um coração acelerado, uma gota de suor escorre em minha testa, respiração ofegante
Olhos vermelhos e assustados...As mãos começam a querer tremer...Mas o que será que está acontecendo?
Caminho dentro de uma sala escura, apenas uma luz sob um corpo deitado em uma mesa pode ser visto.
Passos de suspense...Ando por horas e horas mas não consigo chegar onde a luz ilumina.
Um cheiro forte e ao mesmo tempo doce, começa a exalar dentro daquela sala com escuridão infinita.
Minhas mãos ficaram molhadas mas não pude ver o que era..ISSO ME CHEIRA A SANGUE.
Aquele líquido vermelho vivo começa a escorrer sobre a pele pálida daquele corpo na mesa.
Como um artista pintando seus quadros mais valiosos, as manchas vão tecendo a história daquele ser morto.
Marcas de tortura, cortes feitos por uma faca afiada, vão dando sentido ao cenário.
Sussurros de uma pessoa desesperada podem ser ouvidos, mas não se vê ninguém naquela sala.
Apenas eu...O corpo...E o sangue.
Rastros de sangue começam a aparecer no chão, parecem me indicar um caminho.
Começo a segui-lo. Após voltas sem fim cheguei de frente aquela mesa mas o corpo já não estava lá.
Apenas uma poça de sangue em forma de um corpo.
Diante aquele silêncio eu podia escutar as gotas de sangue caindo no chão.
Cada gota caída representava uma última batida de um coração.
Uma voz me disse "-Deite na mesa..Ela foi feita para você."
Sem entender, olhei para a mesa, e a poça de sangue parecia se moldar para me acomodar.
Assim que deitei, como um flash, memórias esquecidas começaram a rodar em minha mente.
Gritos, choros, suspiros...Olhares medrosos, olhares de piedade...TUDO FEZ SENTIDO PARA MIM!
Fecho o olho, tento levantar, mas aquele sangue parece me segurar na mesa.
Ao abrir o olho eu pude ver aquele corpo que outrora estava deitado na mesa.
Ele olhava em meus olhos e eu podia ver DOR estampada neles.
Lentamente ele foi subindo a mão...E eu pude ver o reflexo da luz na lâmina da faca que ele segurava.
Tentei me mover, gritar tentei acordar pra ver se era um sonho, mas foi tudo em vão.
Ele começou a passar aquela lâmina afiada em minha pele, exatamente nos mesmos locais em que ele estava ferido.
Eu podia sentir aquela lâmina queimando cada junção da minha pele.
Mas o fogo da vingança logo era apagado pelo sangue do medo.
Sangue...As lágrimas de um corpo maltratado. De alguém que não pode reagir e muito menos sabe o que está acontecendo.
De repente o rosto daquele corpo tomou uma forma muito conhecida, mas eu não sabia quem era...
Olhei bem em seus olhos, pude ver uma insegurança tremenda!
Ele me fitou, tirou aquela faca de perto da minha pele, levantou sua mão esquerda e falou "-Meu sangue, seu sangue."
E nessa mesma hora fez um corte em sua mão, o sangue escorria lavando todo o braço daquele ser.
A pele pálida começava a tomar cor, o sangue foi subindo e chegou um ponto em que todo ele estava coberto por uma camada vermelha viva.
Vez ou outra eu escutava um grito em cada gota que caia no chão.
Como numa explosão, aquele corpo que já era composto só de sangue, se espalhou por aquela sala, e aquele vermelho escorrendo nas paredes
parecia iluminar o local...Choros e gritos eram constantes enquanto o sangue escorria pelas paredes.
De repente..Duas gotas caem em meus olhos...tentei limpa-los, mas minha mão direita segurava uma faca...e a esquerda estava suja de sangue.

2 protestos:

Zitos at 17 de abril de 2009 às 11:24 disse...

Cara, você tem futuro com o que escreve! invista nisso!!
Quanto a postagem do meu blog, Mara 18, Leia um trecho que tirei de lá: Os principais rivais de Mara 18 são os Mara Salvatrucha, uma gangue que consiste principalmente de membros de El Salvador.Os membros da Mara 18 também estão envolvidos em guerras em curso territorial no México com a Mara Salvatrucha, também conhecida como MS-13.
Volte sempre, e um abraço!

Priscila at 30 de janeiro de 2010 às 01:06 disse...

Detalhista,surpreendente,você tem mesmo talento!!!Gostei do vídeo, muito bem feito!